Um fogaréu crepitando nas madeiras.
Muitas lenhas vermelhas, marrons e pretas
Num vão dentro do fogão...
Várias panelas de barro e aço,
Cujo primeiro alimento é sempre
um angu cozinhando amarelo
numa panela bem velha...
Uma galinha caipira
recheada com quiabo...
Uma empregada com uma colher de pau,
mexendo
e remexendo em todas elas....
Um feijão bem preto,
um arroz bem branco.
Horas depois,
Ela coloca as panelas no centro da mesa,
abre as tampas,
e o cheiro vai até infinito...
O avô sentando na cabeceira
sorrindo,
rindo,
pisca um olho fazendo mil graças...
A avó sentada na outra ponta,
é séria,
é grave,
nada fala...
Ao lado,
os pais,
os netos,
os tios,
os primos,
os sobrinhos...
O cheiro
e o gosto de eternidade
Transcendendo tudo isso!
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