Em frente,
atrás
e ao lado de casa,
existem rios
muito bonitos,
onde banham
e bebem água,
Só passarinhos!
Em frente,
atrás
e ao lado de casa,
existem rios
muito bonitos,
onde banham
e bebem água,
Só passarinhos!
Que os namorados tenham sempre uma face e dois olhos.
Uma face com dois olhos...
Um olho de ver,
outro olho de enxergar os namorados...
Que os namorados tenham um nariz e duas narinas.
Um nariz com duas narinas,
para poder, sentir e cheirar...
Para poder sentir o cheiro
do perfume que exala dos peitos, que exala dos corpos, que exala das almas...
Do perfume que exala da rosa dos peitos, dos corpos e das almas dos namorados...
Rosa tão amena e delicada de eterna primavera brotada,
brotada dos peitos, dos corpos e das almas dos namorados...
Que os namorados tenham sempre uma boca e dois lábios,
uma boca com dois lábios...
Dois lábios que saibam dizer sim,
que saibam dizer sim,
ao invés de não,
ou de talvez,
ou de talvez não,
para os namorados...
Que os namorados tenham sempre duas mãos,
um só peito,
alma
e coração...
Duas as mãos,
um só peito,
alma,
e coração
Para poder, saber e sentir...
Para poder saber sentir,
os sinceros sentimentos,
dos sempre eternos
e infinitos namorados!
A moça deitada na grama,
abre,
expande todos os sentidos...
A moça deitada na grama,
brinca,
se diverte ao sol…
Ela dizia:
“Se vocês não se
comportarem
o homem do saco
vai passar para lhes pegar,
para lhes levar…”
Mijávamos,
cagávamos de medo...
No dia seguinte,
mamãe demitiu a empregada...
Cadáveres espalhados pela praia,
pela areia…
Muitos corpos,
muitos soldados,
deitados,
estirados,
lançados,
jogados,
deixados de lado...
Homens com balas alojadas nos corpos,
Nas almas.
Defuntos que as ondas levam
e trazem...
Em cima,
em baixo,
por todos os lados,
bala come...
Come principalmente a vida,
vida que,
a partir de agora,
nada vale.
As viúvas e os órfãos esperam cartas
que sempre chegam,
revelando a infelicidade,
e a dor de ter perdido tudo.
as águas,
levam,
lavam
e trazem infinitamente,
Num mar de vinho,
mil corpos,
mil cadáveres,
de mil soldados,
de mil defuntos...
Eu escrevo esse verso,
enquanto me embriago!
(Me embriago para nunca,
para jamais esquecer...)
Enquanto no estômago,
de corpos,
de cadáveres,
de defuntos,
todo eu embrulho!
Uma bala me pegou,
eu estava dormindo...
Não senti nem quente,
nem frio,
morri tranquilo...