Uma pomba branca
acaba de pousar
na ponta de sua lápide.
A fim de contar,
a fim de marcar,
as horas de sua morte…
Uma pomba branca
acaba de pousar
na ponta de sua lápide.
A fim de contar,
a fim de marcar,
as horas de sua morte…
O vento que varre
a copa dessas árvores,
é a sombra dos meus avós,
é o vulto dos meus avós.
Enquanto escrevo na madrugada,
este poema à sós!
Estou tão encantado...
Mas eu perdi
o que me foi dado
na volta
e na ida:
as rosas por suas mãos colhidas!