Lhe procuro por toda
a cidade.
A cidade toda se condensa,
com a sua ausência...
Seus olhos são da cor dos temporais...
Abundante,
imensa,
intensa,
e incessantemente
sobre mim choveras!
Um verso canta na boca da noite,
um verso de amor...
Um verso desperta toda a noite,
o verso não desespera a noite...
Alguém na rua,
de madrugada,
em baixo da janela,
para a sua amada,
recita um verso de amor
na boca
e na calada da noite...
De repente se enche de estrelas,
a lua toda se agiganta...
O poeta recita esse verso para a sua amada,
na boca da noite,
saltando da garganta!