terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Passagem (Para Antônio Cícero)

Eu ando pela rua,

e sempre vejo uma luz apagada,

portas

e janelas fechadas,

 trancadas,

cerradas,

lacradas...

Muitas folhas,

muitos galhos pela calçada...

(Tão velhos,

tão antigos,

tão rotos,

tão puídos,

tão corroídos 

tão sombrios...)

De madrugada,

uma brisa leve varre

tudo o que da rua

restava...

Um poema eu sempre faço,

quando pela rua eu passo...

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