não sei quando...
Muriaé,
Minas Gerais,
uma chácara.
Ele se agachava
e acariciava
um yiorkshire.
Cachorrinho amarrado
numa coleira de prata bem fininha.
A coleira envolvia o pescoço
e a outra ponta era engatada
numa argola pregada
na parede branca de cimento
e cal ao fundo.
Ele se virava,
olhava para mim,
e me cumprimentava.
Um sorriso,
um riso,
e depois,
uma gargalhada.
O cachorrinho
no chão se deitava,
colocava as patinhas para cima
e ele fazia mil carinhos na barriga.
Era o mais jovem
dos quatro..
Eu me lembro,
nem sei como...
Nenhum comentário:
Postar um comentário