sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Tarados

Esquina escura, 
sombria.
Num canto,
 uma mulher, 
uma moça, 
uma donzela,  
suspende a camisa,
o vestido, 
a blusa. 
 Está ela, 
completamente sem sutiã, 
Sem  porta-seios,
seminua... 
Um homem, 
 um moço,
 um rapaz, 
um cavalheiro,  
se agacha... 
Começa a lamber,
chupar e a sugar, 
muito taradamente,
 os mamilos, 
os seios rosa vermelhos.
. Fecha os olhos, 
desliza, 
acaricia
, prende, 
puxa, agarra os cabelos..
. O moço, 
o rapaz, 
o homem, 
com toda a força, 
garra, 
raça, 
pulsão 
e tesão, 
muito taradamente 
continua, 
insiste, 
resiste, 
persiste, 
em lamber, 
 sugar
 e a chupar
 a menina, 
a moça, 
a donzela, 
a mulher...
(Eu nunca vou me esquecer à cara dos tarados...) 
Os andantes, 
os passantes,
 os transeuntes, 
naquele instante,
 naquela hora, 
naquele dia, 
naquela noite,
 naquela madrugada, 
olharam para o episódio, 
com completa,
 total 
e absoluta normalidade.. 
De repente 
uma lua linda, 
com mil estrelas por trás
 e ao redor, 
surgiu, 
ressurgiu, 
apareceu, 
reapareceu,
 acendeu, 
reacendeu 
num céu infinitamente breu!
 (O céu não despencou!)

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