sábado, 29 de novembro de 2025

Bem Distraidamente (Para João Bosco e Aldir Blanc)

Saindo ou entrando no metrô aqui, no Humaitá,
ouvi zoeira num bar. 
Não sei se futebol, 
não sei se carnaval, 
não sei se homem, 
não sei se mulher, 
não sei se corpo, 
não sei se política, 
não sei se crime. 
Pois num bar aqui, bem em frente, 
aglomerada,
 reunida, 
havia muita gente! 
(Eu passava, 
 eu andava, 
eu trafegava,
bem distraidamente...)

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Palavra Com

Palavra não se briga.
 Palavra se brinca...

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Do Escritor

Brincam palavras. 
Nos corpos, 
nas almas!

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Recurso

Às vezes, 
um livro,
 é o único recurso... 
Grande parte das pessoas,
 ficam muitíssimas preocupadas 
com a falta de energia!

domingo, 23 de novembro de 2025

Leites Confusos

Passando leite-de-rosas. 
Fora confundido com esperma, 
 derramado em suas pernas...

Mercados, feiras, frutas, legumes

Gritas em todos os mercados,
berras em todas as feiras! 
Acordas todas as frutas, 
despertas todos os legumes!

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Nulo

Ando muito cansado, 
cansado de tudo... 
Retorno nulo...

A partir de Novembro

Árvores, 
luzes, 
enfeites, 
presentes de natal...  
Noel, 
sempre comercial!

domingo, 16 de novembro de 2025

Inferno

És tão linda... 
Eu acabo de conhecer o inferno, 
inferno que eu não conhecia, 
inferno que eu não sabia!

sábado, 15 de novembro de 2025

Banco

A moça bonita, 
deitada, 
dormindo no banco.
Roubou,
assaltou o meu coração.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Democracia

Mãos negras também cultivam campos de algodão! 
Mãos brancas também cultivam campos de feijão!

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

À Mínima Janela Noturna

Madrugada! 
Abro mínima fresta.
 Coloco o rosto minimamente para fora.
 Abro minimamente todos os sentidos...
 O que passa minimamente à minha face rente,
 (esta mínima brisa...) 
é apenas uma diabólica 
e mínima presença divina!

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Tarados

Esquina escura, 
sombria.
Num canto,
 uma mulher, 
uma moça, 
uma donzela,  
suspende a camisa,
o vestido, 
a blusa. 
 Está ela, 
completamente sem sutiã, 
Sem  porta-seios,
seminua... 
Um homem, 
 um moço,
 um rapaz, 
um cavalheiro,  
se agacha... 
Começa a lamber,
chupar e a sugar, 
muito taradamente,
 os mamilos, 
os seios rosa vermelhos.
. Fecha os olhos, 
desliza, 
acaricia
, prende, 
puxa, agarra os cabelos..
. O moço, 
o rapaz, 
o homem, 
com toda a força, 
garra, 
raça, 
pulsão 
e tesão, 
muito taradamente 
continua, 
insiste, 
resiste, 
persiste, 
em lamber, 
 sugar
 e a chupar
 a menina, 
a moça, 
a donzela, 
a mulher...
(Eu nunca vou me esquecer à cara dos tarados...) 
Os andantes, 
os passantes,
 os transeuntes, 
naquele instante,
 naquela hora, 
naquele dia, 
naquela noite,
 naquela madrugada, 
olharam para o episódio, 
com completa,
 total 
e absoluta normalidade.. 
De repente 
uma lua linda, 
com mil estrelas por trás
 e ao redor, 
surgiu, 
ressurgiu, 
apareceu, 
reapareceu,
 acendeu, 
reacendeu 
num céu infinitamente breu!
 (O céu não despencou!)