quarta-feira, 6 de agosto de 2025
Cena mais uma
Fazenda enorme,
imensa...
Um velho casarão.
(Lembra blues do Chico...)
Fogueira acessa,
minimamente crepitando em várias grossas e finas madeiras...
Eu sentando numa cadeira.
Aos meus pés,
um simples vira-lata,
que,
bem rente ao chão,
sobre um tapete persa,
de olhos sempre meio fechados,
respira e inspira infinitamente cansado...
Eu,
fumando um cigarro,
sob a luz de uma vela,
lendo: “Maça no Escuro"...
Lá fora,
um pouco após a janela,
lua linda,
que tudo,
absolutamente ilumina...
Lua muito cheia,
chorando mil estrelas
ao me ver
e ouvir,
recitando esses versos,
bem rente ao parapeito da janela...
Transformando a noite,
a madrugada,
ainda mais colorida...
Por causa disso tudo,
por conta disso tudo,
eu questiono ainda:
“Por que uma espingarda,
naquela parede pregada?"
(Sempre Witman!)
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