Tão doce amigo...
Com ele,
eu me encontrava
todos os dias numa mesma rua...
sorriso,
riso,
gargalha tão fácil,
tão gostosa...
Poesias, ensaios, filosofias, letras,
músicas,canções infinitas,
infindas...
Um dia,
esse amigo,
lá na suiça,
tomara um remédio
para dormir para sempre...
depois,
fora cremado.
Enfiaram suas cinzas numa urna
e foram elas jogadas num mar-talvez,
para nunca mais...
como me dói,
como me rói,
ter de lembrar,
ter de recordar,
tudo isso...
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