terça-feira, 22 de julho de 2025
Relógio
Estávamos sentados
em cima de um tronco
no meio do mato.
Ao fundo um campo de futebol,
depois um lindo rio bem comprido...
Bem atrás de nós,
muito atrás de nós,
infinitamente atrás de nós,
um açude,
onde muitos capiaos,
com suas varinhas de madeira
bem pobrinhas,
bem fininhas,
bem velhinhas,
pescavam lambaris...
(Um sol brilhava infinitamente
sobre às águas fingindo peixes...)
Eu pergunto ao meu tio:
Que horas são?
Ele olha para o céu,
para o sol.
Fica em silêncio
por um segundo pensando,
raciocinando...
Faz uma careta,
um mais ou menos
com a mão direita
ou esquerda:
"São umas 11, 11 e meia..."
Eu pulo,
salto do tronco,
dou um pique até a cozinha,
na parede,
olho para o relógio,
arregalo os olhos boquiaberto:
Não é que ele está certo?
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