terça-feira, 22 de julho de 2025

Relógio

Estávamos sentados em cima de um tronco no meio do mato. Ao fundo um campo de futebol, depois um lindo rio bem comprido... Bem atrás de nós, muito atrás de nós, infinitamente atrás de nós, um açude, onde muitos capiaos, com suas varinhas de madeira bem pobrinhas, bem fininhas, bem velhinhas, pescavam lambaris... (Um sol brilhava infinitamente sobre às águas fingindo peixes...) Eu pergunto ao meu tio: Que horas são? Ele olha para o céu, para o sol. Fica em silêncio por um segundo pensando, raciocinando... Faz uma careta, um mais ou menos com a mão direita ou esquerda: "São umas 11, 11 e meia..." Eu pulo, salto do tronco, dou um pique até a cozinha, na parede, olho para o relógio, arregalo os olhos boquiaberto: Não é que ele está certo?

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