domingo, 12 de outubro de 2025

Último Trago

Depois de anos,
(muitos anos...), 
(vários anos...),
 (longos anos...), 
(infinitos anos...) 
Ele resolvera dar um último trago. 
 Fizera uma cara de nojo, 
debruçara todo o corpanzil 
sobre a cadeira 
 e com toda a força,
 raiva violência
 e paixão, 
Dera  uma cusparada no chão.
A saliva inundara o infinito!

domingo, 5 de outubro de 2025

Vez primeira

É a primeira vez que vou, 
que estou em Cabo Frio 
depois de sua morte. 
Já são oito da manhã...
 Sento-me na branca, 
fina areia, 
simples 
e humildemente choro.
 Lágrimas inundam o infinito... 
(Não há nada além de lágrimas e infinito...) 
Mar confunde-se com areia, 
areia confunde-se com mar!

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Gavetas (Para Eduardo Guerreiro)

Meu cérebro, 
meu crânio, 
minha massa cefálica, 
minha cabeça,
 tem gavetas... 
Quando eu quiser, 
como eu quiser, 
se eu quiser, 
simplesmente as abro, 
retiro palavras,
 transformo tudo em poesia, 
transformo tudo em poema, 
transformo tudo em literatura. 
Preencho o Word do que eu ando pensando, 
do que eu ando escrevendo!